Glen Calleja

Nos últimos cinco anos, o meu trabalho artístico girou em torno de espaços domésticos e, mais especificamente, cozinhas. Primeiramente, começou com TKEĊNIR, ficando envolvido nesse projeto até então. Estes são espaços maravilhosos onde as pessoas se reúnem, discutem e tomam importantes decisões que mudam as suas vidas.

A cozinha é um fenómeno universal e ainda assim com um carácter fortemente individualista. É universal no sentido em que todos nos relacionamos com uma cozinha no nosso dia a dia, seja uma cozinha doméstica, uma cozinha comercial ou institucional ou a cozinha do local onde trabalhamos. E, no entanto, cada cozinha é personalizada de forma a ir de encontro às necessidades e preferências dos seus utilizadores. As pessoas  preenchem a cozinha com objetos funcionais, simbólicos e decorativos que apenas têm significado para si mesmas. Cada cozinha é personalizada, diferente.

De um ponto de vista metafórico, a Cozinha enquanto espaço é o Axis Mundi: situa-se na interseção de todas as nossas atividades quotidianas, agregando alegrias e preocupações profissionais, lazer, vida privada num ponto central. É um local de negociação, um campo de batalha, um lugar de reconciliação e onde o amor pode ser estimulado, talvez até com uma pequena ajuda de uma delícia culinária.

Tendo a sua própria força gravitacional, a cozinha encontra-se também fora da esfera da ‘cultura oficial’, não regida portanto pelo poder político e dá-me, inegavelmente, uma sensação de subversão, intimidade e redefinição do que é a ‘cultura’ sem a necessidade de escrever um manifesto político.

In these past five years, my artistic work has often revolved around domestic spaces and, more specifically, kitchen spaces. At first it started with TKEĊNIR and has stayed with me till then. These are wonderful spaces where people meet, discuss and make important life-changing decisions.

The kitchen is a universal phenomenom and yet has a strong individualistic character. It is universal in that we all have to relate to a kitchen in our daily lives be it our domestic kitchen, commercial or institutional kitchen or the office kitchenette. And yet, every kitchen space is customised to suit the needs and preferences of its users. People bring in functional, symbolic and decorative objects to the kitchen which have meaning only for them. Every kitchen is customised, different.

On a metaphorical level the Kitchen space is Axis Mundi: it is at the intersection of all our quotidian affairs bringing profession, entertainment, private life, joys and worries in one focal point. It is a place of negotiation, a battlefield, a place of reconciliation and a place where love can be fostered perhaps with a little help of some culinary delight.

Having its own gravitational pull, the kitchen is also off the centre of ‘official culture’, non sanctioned therefore by political power and that, undeniably, gives me a sense of subversion, intimacy and redefinition of what ‘culture’ is without having to write a political manifesto.

#SmokeSignals

Glen

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