Programa

Programa completo no site do CCVF .

Complete programme on the CCVF website .

De 10 a 18 de abril, Guimarães dá corpo a um festival inovador que traz à cidade muita música e criatividade ao reunir um conjunto de artistas nacionais e internacionais, consagrados e emergentes, para uma série de atividades que têm como objetivos fundamentais provocar encontros, estimular processos criativos, formular soluções para percursos profissionais e apresentar mostras autorais consolidadas. Ao longo de uma semana, o Westway Lab Festival proporciona uma interação privilegiada entre artistas e público e desdobra-se em vários momentos, desde residências artísticas, talks, conferências PRO, showcases e concertos.

Após uma 1ª edição em 2014, o Westway Lab Festival 2015 assenta em 3 eixos fundamentais: Processo (residências artísticas), Pensamento (conferências PRO) e Produto (showcases e concertos). É a partir de Guimarães que Portugal lança uma rede única de colaboração com a Europa através do Westway Lab – evento integrante da família European Talent Exchange Programme (ETEP) – no âmbito da música independente e do circuito profissional, num momento de importante transformação da indústria e com a criatividade cada vez mais na ordem do dia.

Tudo começa no dia 10 de abril, no Centro de Criação de Candoso, onde músicos nacionais e internacionais se encontram para formar 4 grupos de trabalho, tomando por ponto inicial a partilha das ideias e a experimentação enquanto processo que haverá de provocar cumplicidades artísticas que serão desvendadas depois em showcases finais. E para que haja uma real contaminação com a normal vida da cidade, estes artistas disponibilizam-se para falar sobre esta vivência original em espaços públicos referenciais de Guimarães. Nos dias 16 e 17 de abril, o Westway Lab sai, assim, para as ruas e funde-se com a cidade nas denominadas talks. Nestes dias, os artistas espalham-se por locais emblemáticos da cidade e respondem a perguntas sobre os processos criativos, numa conversa informal entre os profissionais e o público em geral. Após a 1ª edição do Westway Lab em 2014, as talks foram identificadas como um momento favorito de muitos dos participantes internacionais.

No dia 16, às 22h00, o Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor acolhe o primeiro showcase resultado do trabalho em residência, seguido do showcase ETEP de Fismoll, artista polaco que toca um folk despretensioso, com elementos pop, num tipo de música que chama a atenção para os detalhes mais pequenos do som. Na noite seguinte, 17 de abril, à mesma hora e no mesmo local, há mais um showcase fruto das residências artísticas a que se segue o showcase ETEP dos islandeses Young Karin. Este jovem duo tem dado que falar em sites como DIY, UnderRadar e MTV, após o lançamento do seu primeiro EP. O som de Young Karin conta com influências de hip hop e pop avant-garde e já foi comparado aos melhores exemplos do Art-Pop escandinavo.

Nos dias 17 e 18, decorrem ao longo de todo dia as Conferências PRO que terão lugar no Palácio Vila Flor. Este programa propõe encontros com profissionais nacionais e internacionais da música, especializados nas mais diversas competências da indústria musical, sendo o primeiro evento PRO em Portugal ligado à rede ETEP – European Talent Exchange Program. Aqui, apresentam-se um conjunto de propostas e modelos de negócio que possibilitam o desenvolvimento deste ecossistema. Estas conferências proporcionam momentos únicos de networking com profissionais internacionais tais como managers, agentes, music supervisors, labels, e outros representantes do sector. A importância do networking e as novas realidades como a problemática da realidade digital são temas em foco nestes encontros diurnos.

A 2ª edição do Westway Lab Festival encerra com chave de ouro numa entusiasmante noite, a 18 de abril. Nesta data, todos os espaços do Centro Cultural Vila Flor vão ser inundados por música num extraordinário momento de celebração de uma semana de festival. Para começar, às 21h30, o Pequeno Auditório do CCVF abre as portas para receber os já conhecidos Sensible Soccers. Desde o lançamento do primeiro trabalho, a banda foi escalando o caminho até à consagração, colhendo um público fiel e aplausos da crítica. A sonoridade dos Sensible Soccers não é fácil de compartimentar, uma vez que abordam estéticas muito variadas. Com o psicadelismo como denominador comum, não escondem o gosto pelas melodias pop, embora se afastem do formato tradicional de canção, optando por estruturas e arranjos em progressão.

No final da atuação dos Sensible Soccers, o público é convidado a rumar ao Grande Auditório do CCVF para mais dois grandes concertos. Às 22h30, a sala abre para saudar Noiserv e Blaudzun. Noiserv, a quem já chamaram “o homem-orquestra” ou “one-man-band”, tem vindo a afirmar-se como um dos mais criativos e estimulantes artistas musicais nacionais. Já atuou em mais de 4 centenas de concertos em Portugal e no resto do mundo e conta ainda com uma série de colaborações em teatro e cinema. No seu último disco, Noiserv deixa o preto e branco para nos apresentar o seu mundo a cores. Depois de Noiserv segue-se Blaudzun, nome artístico do holandês Johannes Sigmond, que muito nos surpreendeu com o lançamento do seu último álbum “Promises of no man’s land”. Trabalhou em segredo para chegar a este projeto que descreve como mais ousado, “mais irritado do que frágil”, pois as músicas assim o pediram. Aclamado internacionalmente, Blaudzun vem a Guimarães e promete arrebatar-nos. Influenciado pelo indie rock, o músico apresenta-se em quarteto semiacústico para um concerto de beleza intimista.

A maratona de concertos termina no Café Concerto do CCVF, às 24h00, com Mr. Herbert Quain. Desde sempre ligado à música pela sua formação em guitarra clássica, é nos computadores que Mr. Herbert Quain descobre as possibilidades infinitas da música eletrónica. A tecnologia fascinou-o por potenciar ao infinito coisas que o ser humano não consegue fazer. Os Portishead e os Massive Attack foram influências importantes, assim como o contato com os clubes de música eletrónica por excelência. Numa escalada impressionante para um futuro promissor, Mr. Herbert Quain já atuou nos mais importantes palcos portugueses como Lux, Music Box, Indústria e a experiência no Boiler Room. Confessa-se incrédulo, pois frequentava esses sítios enquanto fã de música eletrónica. Ultrapassada essa barreira, agora é ele que comanda os palcos e faz o público dançar.

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Westway Lab Festival is a collaborative platform, a living and organic laboratory, of experimentation and stimulus to creativity whose goal is to bring together, in the same city, acclaimed and emerging, international and national, innovative and purists artists during a period of music creation, video, urban interventions, architecture and thought played out through the development of activities such as artistic residencies, creative ateliers, showcases, concerts and talks.

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